O juiz pernambucano Mozart Valadares tomou posse na noite da última quarta-feira, dia 12 de dezembro, como presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB. Eleito no dia 9 de novembro pela chapa “Compromisso com a Magistratura”, com 82,65% dos votos, Valadares, acompanhado de outros 29 magistrados, dirigirá a entidade pelos próximos três anos. O ex-presidente da Associação, Rodrigo Collaço, passou o cargo em solenidade realizada em Brasília/DF, com a presença de ministros das cortes superiores, integrantes do Conselho Nacional de Justiça, membros do Ministério Público e da advocacia, além de parlamentares e magistrados de todo o País.
Mais de 600 pessoas participaram da cerimônia, iniciada com a execução do Hino Nacional. Participaram da mesa de abertura, além de Valadares e Collaço, as seguintes autoridades: o ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Ricardo Lewandowski; o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça – STJ, ministro Peçanha Martins; o advogado-geral da União, Antônio José Dias Toffoli; a conselheira do CNJ Andréa Pachá; o deputado federal Maurício Rands (PT/PE); o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe, Walter Nunes; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, seccional Pernambuco, Jayme Asfora; e o representante do Ministério da Justiça Roger Lorenzoni.
“Minha expectativa em relação à nova diretoria, não só como ministro do Supremo, mas como associado da AMB, é muito positiva. Acho o Mozart um juiz muito preparado, tem grande vivência associativa e, intelectualmente, também tem grande preparo. Pelo discurso dele percebemos que sua luta passou a fase meramente corporativa e agora vai trabalhar no âmbito institucional”, disse o ministro Lewandowski, que já foi vice-presidente da AMB.
Para a conselheira Andréa Pachá, o bom relacionamento do CNJ com a Associação deve ser mantido na nova gestão. Segundo ela, a entidade alcançou grande visibilidade nacional nos últimos anos. “A AMB tem sido uma parceira de valor inestimável em projetos de interesse da magistratura e da sociedade. A entidade passou a ocupar, politicamente, um lugar de ponta no cenário nacional. As propostas que vêm da AMB e as propostas conjuntas, que foram desenhadas com o CNJ, são de grande avanço para a celeridade, a transparência e a democratização do Poder Judiciário”, declarou.
Marco histórico
O ministro do STJ Paulo Gallotti, ex-presidente da AMB, aposta que a entidade será bem dirigida no próximo triênio. “A AMB tem sido um órgão cada vez mais afirmativo da importância do Poder Judiciário. Nós temos certeza que ela, cada vez mais, contribuirá para que o Judiciário, como um todo, possa melhor oferecer seus serviços”, disse.
Gallotti também comentou o fato de a Associação ser presidida, pela primeira vez em sua história, por um juiz da região nordeste. “É um marco para a entidade, que tradicionalmente teve presidentes do sul ou da região sudeste. Agora, escolhemos o colega Mozart Valadares, um valor incontestável, uma liderança da magistratura nacional, que seguramente vai honrar as tradições da magistratura do nordeste, especialmente de Pernambuco. Será um orgulho para todos os juízes brasileiros”, ressaltou o ministro do STJ.
Congresso Nacional
Parlamentares de diversos estados também compareceram à cerimônia e salientaram a importância de se preservar a aliança da AMB com o Congresso Nacional. “Esperamos parceria com o Congresso para que possamos concluir a reforma do Judiciário e na busca por um Judiciário cada vez mais transparente, ágil e acessível e que possa realmente prestar um atendimento universal à população. A Câmara está de braços abertos para manter essa parceria com a AMB”, afirmou o deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA).

