A Associação Cearense de Magistrados (ACM) lançou, ontem, uma campanha pela valorização da magistratura do Estado. O lançamento ocorreu durante sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE), quando foi entregue um documento com as principais demandas para a melhora das condições de trabalho da categoria.
De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ceará é o Estado que menos investe em Justiça. Em 2006, o Estado investiu apenas R$ 34,50 per capita, enquanto a média nacional é de R$ 81,17. As reivindicações giram em torno de questões como diminuição da morosidade da Justiça, democratização interna do Poder Judiciário, redimensionamento da estrutura judiciária, aumento no número de servidores, entre outras. Apesar das dificuldades, o Judiciário cearense, segundo o documento, tem mostrado êxito na diminuição do encalhe de processos.
‘‘Estamos diante de um momento histórico, pois conseguimos reunir mais de 70 magistrados nesta sessão para apresentar nossas propostas de valorização. E é importante salientar que, apesar de também tratar do aspecto remuneratório dos magistrados, nosso movimento vai muito além. Queremos reverter essa imagem negativa que a sociedade tem do Judiciário mostrando sob que condições estamos trabalhando’’, explica o segundo vice-presidente da AMC, Marcelo Roseno.
O movimento também prevê a entrega do documento para o governador Cid Gomes e para o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Domingos Filho. Além disso, a associação pretende promover debates sobre as reivindicações com as demais carreiras jurídicas.

