O julgamento do ex-capitão da Polícia Militar, Daniel Gomes Bezerra, acusado de matar dois estudantes, em março de 2007, deverá acontecer em maio próximo na Comarca de Iguatu. A informação foi transmitida, ontem, ao Diário do Nordeste, pelo juiz de Direito, titular da Primeira Vara de Iguatu, Wotton Ricardo Pinheiro da Silva.
O processo que apura o assassinato dos jovens irmãos acadêmicos de Medicina, Marcelo e Leonardo Moreno Teixeira, pode está próximo do fim. No último dia 17 de dezembro, o juiz assinou um despacho indeferindo o pedido feito pela defesa do réu, que queria a realização de uma acareação entre três testemunhas (três PMs), além da reconstituição do duplo homicídio.
O magistrado fundamentou sua decisão pelo indeferimento do pedido da defesa e deu por encerrada a fase da instrução. Em seguida, mandou abrir prazo às partes para a apresentação das respectivas ´alegações finais´. Com o fim do recesso forense, cada uma das partes terá agora três dias para apresentar as alegações, cabendo ao Ministério Público se manifestar primeiro que a defesa.
Em entrevista, por telefone, ao Diário, o juiz ressaltou que o processo não corre em segredo de Justiça. “Portanto, está lá no Fórum, acessível a qualquer uma das partes ou a quem, interessar, para examiná-lo. Estamos cumprindo todos os prazos estabelecidos por lei para que não corra o risco de ser argüída qualquer nulidade. Entendo perfeitamente o lado deles (dos pais dos jovens) e sabemos da dor que enfrentam com a perda de seus filhos, mas estamos trabalhando dentro do da Lei”.
O juiz explica que, caso não seja impetrado nenhum recurso a mais no processo, logo após a apresentação das ´alegações finais´ os autos estarão prontos para a pronúncia – caso ela seja proferida – e, em seguida, será marcada a data do julgamento para maio próximo.
Tribunal
“Os julgamentos no Interior ocorrem nos meses de maio e dezembro. Se houver necessidade de um julgamento fora das pautas, somente o Tribunal de Justiça do Estado pode autorizá-lo”, explicou o magistrado.
O juiz ressalta que o réu permanece preso num quartel da PM por medida de segurança (colocá-lo num presídio comum traria riscos para sua vida), além do fato de Bezerra ter direito à prisão especial (enquanto aguarda julgamento) por ter curso superior.

