Durante o Setembro Amarelo, campanha de conscientização e prevenção ao suicídio, a Associação Cearense de Magistrados (ACM) reforça a importância de ampliar o olhar para a saúde mental de magistradas e magistrados. Dados apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam um cenário de atenção: 58,5% dos magistrados brasileiros se autodeclararam com estresse e 56,2% relataram quadros de ansiedade.

No Ceará, o alerta também é significativo. Levantamento realizado pela Associação Cearense de Magistrados em 2023 mostrou que 78% dos juízes cearenses relataram sofrer de ansiedade, nervosismo ou depressão, evidenciando os impactos que as exigências e responsabilidades da atividade jurisdicional podem exercer sobre a saúde dos profissionais.

Para o presidente da ACM, juiz Hercy Alencar, a atenção à saúde mental deve fazer parte da valorização da magistratura.

“Cuidar da saúde mental dos magistrados é cuidar também da qualidade da Justiça que entregamos à sociedade. A atividade jurisdicional exige equilíbrio, concentração, responsabilidade e capacidade de lidar diariamente com situações complexas. Por isso, precisamos combater o estigma em torno da saúde mental e incentivar que magistrados busquem apoio sempre que necessário. Valorizar a magistratura também significa olhar para as pessoas que estão por trás da função”, destaca.

A rotina da magistratura envolve tomada constante de decisões, elevada responsabilidade, cumprimento de prazos e contato diário com conflitos e situações de vulnerabilidade. Por isso, cuidar da saúde mental é fundamental e reflete em todos os aspectos da vida.