Hoje, dia 13 de maio, ocupa um lugar significativo na história do Brasil. A data marca o fim legal da escravidão, com a assinatura da Lei Áurea em 1888, mas também convida a sociedade a uma reflexão profunda sobre os caminhos que ainda precisam ser trilhados para a construção de uma nação verdadeiramente justa e igualitária.
A abolição da escravidão foi uma conquista histórica do povo negro, resultado de séculos de lutas, resistências e mobilizações. No entanto, o encerramento formal do regime escravocrata não veio acompanhado de políticas públicas capazes de garantir inclusão social, reparação histórica e igualdade de oportunidades à população negra recém-liberta. A ausência dessas medidas estruturantes contribuiu para a manutenção de profundas desigualdades sociais, econômicas e raciais, cujos efeitos ainda se fazem presentes na sociedade brasileira.
A Associação Cearense de Magistrados reafirma, nesta data, seu compromisso com a promoção da justiça social, da igualdade racial e do enfrentamento do racismo estrutural. Para o presidente da ACM, Hercy Alencar, a reflexão sobre o 13 de Maio é essencial para o fortalecimento da democracia e das instituições. “O fim legal da escravidão foi um passo fundamental, mas não suficiente. É dever de toda a sociedade, especialmente das instituições, reconhecer as desigualdades históricas e atuar de forma permanente para promover justiça, inclusão e dignidade para todos”, afirma.
Nesse contexto, relembrar o 13 de Maio vai além da celebração de um marco jurídico. Trata-se de um exercício de memória, consciência histórica e responsabilidade coletiva, que exige o reconhecimento das injustiças do passado e o enfrentamento das desigualdades que persistem no presente.
Segundo o presidente, o papel do Judiciário é extremamente fundamental nesse processo, ao assegurar direitos, combater discriminações e contribuir para a construção de uma sociedade mais plural e equitativa. “Relembrar o 13 de Maio é reafirmar nosso compromisso com os valores constitucionais, com a igualdade e com a defesa intransigente da dignidade da pessoa humana”, completa o presidente.

