Quatro personalidades importantes no meio jurídico e fora dele foram agraciadas, ontem, com a Medalha do Mérito Judiciário Clóvis Beviláqua, no auditório pleno do Tribunal de Justiça. Neste ano, foram homenageados o jurista Paulo Bonavides, o juiz de Direito e professor Mário Parente Teófilo Neto, titular da 10ª unidade do Juizado Especial Cível e Criminal (JECC), o cardiologista Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho e o bispo emérito de Itapipoca, dom Benedito Francisco de Albuquerque.

O desembargador Ademar Mendes Bezerra, vice-presidente da Associação Cearense de Magistrados (ACM), discursou pelo Tribunal de Justiça, e o jurista Paulo Bonavides discursou pelos agraciados.

Também estiveram presentes no evento o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Ubiratan Aguiar, e o senador Inácio Arruda (PC do B), que elogiou a escolha do nome da medalha pelo Tribunal de Justiça. ‘‘Essa homenagem é extremamente válida, porque lembra essa grande figura, que foi um dos construtores do Código Civil, com toda a simplicidade e o fez em tempo breve’’, salientou.

A medalha é a maior honraria do Poder Judiciário cearense e passará a ser concedida bienalmente a até quatro personalidades, por sua atuação profissional, científica ou política, ou por ter prestado serviços relevantes à comunidade.

Para o jurista Paulo Bonavides, considerado um dos maiores constitucionalistas brasileiros, foi uma grande honra receber a Medalha Clóvis Beviláqua. ‘‘Os caminhos da minha formação passaram inumeráveis vezes por esse grande civilista. Sinto na alma a força latejante do elo espiritual a que ele me prende’’, disse, em seu discurso de agradecimento.

O juiz Mário Parente Teófilo Neto recebeu a homenagem como um incentivo ao exercício de julgador. ‘‘Isso me dá ainda mais coragem para prestar um bom serviço. Sempre podemos melhorar, ser mais atentos, mais cautelosos’’, declarou.

Já para o bispo emérito de Itapipoca, que presidiu pastorais sociais importantes, como a do Semi-árido e a da Educação, a medalha veio para reconhecer o trabalho da Igreja no cumprimento da justiça social. ‘‘A Igreja tem trabalhado para criar novos céus na terra, através de trabalhos como o que desenvolvemos junto aos analfabetos funcionais, quando presidi a Pastoral da Educação. Essa medalha é uma prova de que a justiça e a paz se abraçam’’.

O cardiologista Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho interpretou a homenagem como uma forma de mostrar que a Justiça não se restringe somente ao aspecto formal, mas também à ação social.

Kelly Garcia
Especial para Cidade