"Desenvolver mecanismos de cooperação entre os Poderes Judiciários, tendentes a intensificar a incorporação dos meios telemáticos e eletrônicos, como forma de proporcionar um serviço judicial cada vez mais eficiente, eficaz e oportuno". Essa é a primeira afirmação da Carta de Santiago do Chile, documento redigido como resultado das discussões e da troca de experiências durante o II Congresso Ibero-Americano sobre Cooperação Judicial: Justiça Digital.

A Carta traz as conclusões e os anseios dos magistrados e dirigentes dos tribunais ibero-americanos sobre a utilização dos processos digitais no Poder Judiciário. O II Congresso sobre Cooperação Judicial foi realizado entre os dias 03 e 06 de novembro, em Santiago (Chile). Na oportunidade, o presidente da Rede Latino-americana de Juízes (REDLAJ), magistrado Roberto Jorge Feitosa, recebeu honraria das mãos do Ministro da Suprema Corte do Chile, Urbano Valín, em agradecimento à presença de todos no País.

Para Roberto Jorge, que também é integrante do Conselho Fiscal da Associação Cearense de Magistrados (ACM), o intercâmbio sobre os procedimentos do expediente eletrônico do Judiciário de vários países foi intenso, atingindo o objetivo principal do evento. Como exemplo, a apresentação da urna eletrônica utilizada no processo eleitoral brasileiro, novidade para parte dos tribunais participantes do Congresso.

O presidente da Redlaj destacou ainda a presença de importantes figuras do judiciário ibero-americano. Entre eles, os presidentes da Suprema Corte da Costa Rica, Chile e Uruguai, além de autoridades de mais de dez países da América do Sul, América Central, Caribe, México e Espanha.O ministro Hamilton Carvalhido representou o Presidente do Superior Tribunal de Justiça do Brasil (STJ), ministro César Asfor Rocha.

O II Congresso Ibero-Americano sobre Cooperação Judicial: Justiça Digital contou também com a I Mostra Ibero-americana de experiências em processos judiciais digitais. Entre os expositores, destaque para os stands do Conselho Nacional de Justiça Brasileiro (CNJ), do Poder Judicial da República do Chile e da empresa de informática Microsoft.