O voto e o futuro – artigo do 1° tesoureiro da ACM

27 de setembro de 2018 Visualizada 61 vez(es).

 

No próximo dia 7 de outubro nós, brasileiros, temos encontro marcado com a democracia. A democracia brasileira é uma conquista histórica do processo civilizatório nacional e, como tal, temos a obrigação cidadã de cultivá-la e fortalecê-la, pois ela é a salvaguarda do próprio regime republicano. Embora não seja o único, o voto é o instrumento, por excelência, garantido ao cidadão pela Constituição de participação na condução dos destinos de nossa nação através da escolha de seus representantes. Embora se reconheça a existência de uma profunda crise da representação política e o desencanto da população com a classe política, o futuro do Brasil passa pelo exercício do voto consciente, não havendo salvação fora da democracia e da política sadia e participativa. Neste sentido, nós todos temos a obrigação ética, com as futuras gerações, inclusive, de não nos omitirmos quanto ao exercício do direito fundamental de votar de forma consciente e livre. Somos, assim, chamados à participação na festa cívica da democracia. Aqueles que advogam a abstenção, o voto em branco ou nulo como via de protesto, inadvertidamente, acabam por contribuir para a manutenção do status quo, na medida em que serão os outros que escolherão por eles os seus representantes. A maior ameaça à qualidade do voto é a omissão, a indiferença e o desinteresse do cidadão pelo espaço público. Saibamos todos que cidadania não se terceiriza. Portanto, nestas eleições, encontre o candidato ou partido que melhor represente suas ideias. Votar válido é decidir você mesmo o que é melhor para o seu futuro e o futuro do nosso Brasil.

Roberto Viana Diniz de Freitas
Juiz de Direito, membro do TRE e 1° tesoureiro da ACM

Fonte: Diário do Nordeste

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