COMEMORAÇÃO E REFLEXÃO

Magistradas celebram Mês da Mulher exaltando força e sensibilidade

14 de março de 2020 Visualizada 41 vez(es).

A Associação Cearense de Magistrados (ACM) promoveu, na tarde do último sábado (14), um almoço de confraternização em homenagem às mulheres destacando elementos como a força, a vitalidade, a persistência, e a sensibilidade femininas.

A celebração foi realizada no Palatium Lounge Eventos, no bairro Parque Manibura, em Fortaleza. A decoração foi marcada por um misto de requinte e rusticidade, inspirada no tema da festa que fez uma analogia entre características da flor do cacto e da mulher. Eloisa e banda garantiram a animação com clássicos da MPB, incluindo músicas que exaltam a força feminina.

A abertura oficial da cerimônia foi feita pela diretora de Comunicação Social da ACM, Ricci Lôbo de Figueiredo. Em sua fala, ela destacou a recente criação da Comissão da Mulher pela associação, relembrou a trajetória das mulheres que compuseram a gestão anterior da entidade e exaltou a presença, no evento, das juízas recém-empossadas para ocupar comarcas no interior do Ceará.

A magistrada explicou, ainda, o significado do cacto, símbolo escolhido para representar todas as magistradas que enfrentam muitas vezes um ambiente árido antes de conseguirem espaço de destaque em um ambiente ainda majoritariamente masculino. Ela exaltou, contudo, que tanto as mulheres quanto os cactos são, ao mesmo tempo, seres que vivem em completude, mas também se desenvolvem melhor em união com seus semelhantes.

Posteriormente, fizeram uso da palavra outras quatro integrantes da diretoria da ACM: as juízas de direito Kathleen Nicola Kilian (conselheira fiscal); Larissa Braga Costa de Oliveira Lima (2ª secretária); e Maria José Sousa Rosado de Alencar (também conselheira fiscal); além da diretora de pensionistas, Maria Lirete Freitas Spínola. Em seus discursos, elas endossaram a importância da participação feminina na magistratura e na própria gestão da entidade e ao citar o sentimento de cuidado que marca a atuação da mulher na sociedade, lembraram também sobre a necessidade de se prevenir contra o coronavírus.

Encerraram o momento de reflexões: as integrantes da Comissão da Mulher, Janaína Graciano de Brito (titular da 1ª Vara de Aracati), e Bruna dos Santos Costa Rodrigues (titular da Vara Única de Paracuru); além da diretora do Fórum Clóvis Beviláqua, Ana Cristina de Pontes Lima Esmeraldo; a juíza aposentada e vice-presidente da Associação Casa de Afonso e Maria Mandacaru, Gilmaíse Mendes; e a titular Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, Maria das Graças Almeida Quental.

Descontração

Após os discursos, homenagens e depoimentos, foi realizada uma dinâmica em que três magistradas precisavam representar, por meio de mímica, características comuns às mulheres e aos cactos, listadas em cartão distribuído previamente a todas as convidadas. Quem acertava a palavra era presenteada com um brinde.

Na sequência, houve o sorteio de mais sete brindes. Ao fim do evento, todas as magistradas receberam um vaso com um cacto ornamental.

Reflexões

“Para ACM, o dia de hoje tem um simbolismo muito significativo porque é um momento onde nós, que fazemos parte da associação, paramos para pensar um pouco nas magistradas, enquanto mulheres e no que significa exatamente ser mulher. É um momento de reflexão sobre isso e também de confraternização, de união e de celebração”.

Ricci Lôbo de Figueiredo
Diretora de Comunicação Social da ACM

“A ACM vem, como todos os anos, nos levando a reuniões e encontros que nos instigam a questionar: Será que o espaço que a gente ocupa na magistratura, corresponde de fato àquilo que a mulher tem para trazer de positivo à prestação jurisdicional? Eu penso que não! A gente tem de ocupar muito mais espaço dentro de magistratura”.

Larissa Braga Costa de Oliveira Lima
2ª secretária da ACM

“Estamos numa carreira que é, em termos quantitativos, essencialmente masculina(…) Então, há algumas demandas diferentes e elas exigem atenções particulares. Assim, esse é um espaço para confraternizarmos, conversarmos sobre soluções, buscarmos união e apontar boas práticas para divulgar o trabalho da mulher magistrada”.

Kathleen Nicola Kilian
Conselheira fiscal da ACM

“Existe um novo tempo no ar. Um novo tempo do qual eu me sinto extremamente lisonjeada de fazer parte. Nós temos a pretensão de buscar isonomia e um efetivo avanço para as juízas”.

Bruna dos Santos Costa Rodrigues
Titular da Vara Única de Paracuru

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